15 de julho de 2016

Conheça Suas Raízes

O maior engano que a maioria de nós tem, é a ilusão de que controlamos a nossa vida.

Eu sempre fui aquele cara cheio de sonhos impossíveis, que escolheu nunca deixar de ouvir a criança interior. Aquele que não conta os objetivos na roda de amigos para evitar risadas desnecessárias. Meus sonhos eram tudo para mim. Era tudo o que eu tinha e no que eu me agarrava. O meu futuro era minha maior satisfação pessoal. E escrever era parte fundamental desse futuro perfeitamente idealizado.
Mas eu, assim como a grande maioria, esqueci, ou mesmo  nunca aceitei que eu não controlava o meu futuro. O destino, para mim sempre foi e ainda é apenas um mito. Afinal, do meu ponto de vista, a ideia de que todos nós vivemos sobre uma espécie de eventos pré-destinados vai totalmente contra a ideologia do livre arbítrio. Ou seja, a minha vida, nada mais é do que aquilo que eu escolho me tornar. Essa é a ideia que eu sempre comprei. (E vendi).

Mas essa não é a questão.

Há alguns meses, após uma crise de hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue). Eu acabei desenvolvendo crises de ansiedade e ataque de pânico. Coisas que eu nunca levaria a sério se não tivesse sentido na pele. E com essa crise eu perdi completamente a vontade de escrever. De ler, de ver TV, de qualquer coisa que fosse além de respirar. E como em um estalar de dedos, eu perdi a motivação de viver. E com ela todos os sonhos ou mesmo a perspectiva de um futuro. Ou seja, a minha vida tinha perdido o sentido . E tudo o que eu tinha para me apegar naquele momento era Deus. E foi o que eu fiz.

Agora mais de 3 meses depois eu posso dizer que estou curado da TAG (transtorno de ansiedade generalizada) . Uma doença que segundo pesquisas, não tem cura. E o tratamento só começa a fazer efeito depois de 6 meses. (Não, eu não fui a tratamentos, nem tomei remédios.) Eu posso afirmar que se alguém me curou. Esse alguém foi Deus. Não porque eu pedi a Ele, mas porque eu deixei bem claro que eu confiava mais nEle, do que em remédios.

Mas a questão ainda não é essa.

A questão é. Eu fiquei meses sem ter um pingo de vontade de escrever, ou mesmo ler o que eu escrevia. Fiquei com medo de nunca ter o prazer em fazer isso de novo. Ou fazer sem a motivação de antes. Mas aos poucos, dia após dia, aquele pequeno desejo foi voltando. Aquela sede. E com ela a vontade de ter mais, de ser mais. E depois de muito tempo sem o prazer de escrever ou sonhar, hoje eu estou fazendo os dois novamente. Mesmo depois de ter sido destruído. Hoje, eu descobri que escrever e sonhar são a minha raiz. É parte de quem eu sou. 


Então diga isso ao seu destino:

"EU NÃO SOU O QUE ME ACONTECEU. EU SOU QUEM EU ESCOLHO ME TORNAR."

Obrigado Deus por seu amor incrível e por nunca ter desistido de mim.

11 de janeiro de 2016

Escritor?

 O que faz alguém ser levado a sério como escritor?
Ou mesmo, se considerar um escritor?
Não, o simples ato de escrever não torna ninguém escritor. Qualquer um pode se sentar diante de uma folha branca, seja física ou real, e enchê-la de palavras.
Qualquer um pode contar uma estória, e publicar um livro. E mesmo se o fizer, (como é o caso dos youtubers da moda) ainda assim, pode não ser considerado um escritor. (nunca serão)
Mas então o que torna alguém de fato um escritor?
É simples, um escritor de verdade é aquela pessoa que leva o ato de escrever a sério. Aquela pessoa que se dedica de verdade, que estuda, pesquisa e pesquisa e então passa uma eternidade revisando e não desiste até estar ótimo.
Paixão, é disso que se trata. É isso que a move.

Quando eu comecei a escrever (de forma séria) acabei entrando nesse mundo de escritores independentes e apaixonados, e conheci muita gente do ramo através do WhatsApp, Facebook, Wattpad. Muitos escritores bons que merecem ser lidos. E também conheci escritores ruins, e esses têm meu respeito também, porque mesmo não tendo tanto talento, eles se dedicam e levam o negócio a sério. Mas por outro lado, também conheci, infelizmente, aquele tipo. Sim, aquele tipo de ser humano que além de nem se dar ao trabalho de revisar ou corrigir os próprios erros, ainda abandona uma obra sem dar a menor satisfação a quem a estava lendo. Aquele tipo que faz as coisas por fazer "só pra ver no que vai dar". Odeio esse tipo de gente. Não deveria odiar, afinal quando alguém diz que odeia algo acaba se pondo numa posição vulnerável a receber ódio também, mas odeio. E ainda acrescento, essas pessoas deveriam ser proibidas de escrever.

Uma das coisas que eu mais amo na vida é escrever, então seria quase uma traição se eu não me revoltasse ao ver coisas assim.

Apesar de tudo, confesso que ultimamente eu poderia ter me esforçado mais, mas deixei algumas distrações ofuscarem meu empenho. Mas isso já foi resolvido. Estou melhorando, e quero ajudar outros a melhorar, sei que muitos que acompanham esse blog são escritores (de verdade), e isso é ótimo. No próximo post vou dar uma ótima dica que vai te ajudar assim como me ajudou. Ou assim espero. :)


(A imagem não tem nada a ver com  o assunto, mas cara...Lobos são lobos!)


É isso, até mais.

29 de novembro de 2015

A Insegurança Que Nos Limita

Eu li uma vez em algum lugar, que o modo como nós agimos é a consequência direta do tipo de pensamentos que escolhemos ter. Se somos fortes ou fracos, se sorrimos ou choramos diante de determinada situação. Tudo é apenas o resultado da forma como escolhemos encarar a adversidade. E antes que você erroneamente decida que isto parece ser um tanto óbvio, atente para o fato de que ninguém escolhe sentir medo, vergonha ou insegurança. Ou mesmo ser subjugado por qualquer sentimento que afete nossa capacidade de agir "normalmente", por assim dizer.
Mas se ninguém escolhe ser refém de tais opressores psicológicos, por que estes ainda nos oprimem, e consequentemente nos limitam?

Como todos sabemos, a mente humana é incrível. (E na minha humilde opinião, incrível demais para não ter sido criada por alguma coisa maior) Mas ironicamente, a rotina, as distrações e os hábitos diários das pessoas as fazem esquecer, literalmente esquecer, que elas controlam o modo como vêem o mundo. Para tornar mais claro, você escolhe, no meu ponto de vista, o que é relevante ou não para você. Como exemplo vamos criar uma situação hipotética: Em um dia quente num trânsito congestionado, dois motoristas se xingam. O primeiro usa palavras certeiras como flechas psicológicas destruidoras. Logo, o segundo motorista tem duas opções; ou ele se sente pessoalmente e inevitavelmente ofendido, ou ele simplesmente entende que o primeiro motorista está sob total estresse, e que talvez ele jamais diria aquilo em outra situação. O que me leva a uma inevitável pergunta retórica: Qual das formas de pensamento vai levar o segundo motorista a agir da forma como ele realmente desejaria agir?
Existem tantas outras situações onde você sempre terá duas opções de pensamentos, duas opções de pontos de vista, cada um com uma consequência diferente, geralmente totalmente opostas.
São duas formas distintas de ver o mundo, que te levarão a duas formas distintas de lidar com ele.
Dependendo da situação, você é quem escolhe sentir medo, insegurança ou ficar paranóico, e consequentemente ser limitado por isso.
Mas não deixemos de encarar a realidade, é extremamente difícil não se deixar afetar por acontecimentos que boicotam nossa estabilidade emocional. Mas quando você estiver diante deles, comece a praticar o hábito de escolher aquela opção que deixe claro que você é maior do que tudo isso.

4 de novembro de 2015

Perdão

Eu escrevi esse pequeno texto há quase um ano atrás, sem a menor intenção de mostrá-lo a alguém. Mas como foi para esse propósito que criei esse blog, publicar, publicar e publicar. Uma maneira de levar adiante um conjunto de palavras, de idéias, de histórias. Que mesmo que não sejam relevantes, elas precisam ser escritas em algum lugar.
(A imagem não tem nenhuma ligação com o texto, mas... Montanhas são montanhas ^^)

Perdão

Uma das coisas mais belas em relação ao ser humano, é sem dúvida a capacidade de sentir, sentimentos bem específicos e distintos. E a forma como expressamos essas emoções é, no meu ponto de vista, a base das relações e interações humanas em sociedade. Em outras palavras, somos o fruto do que sentimos, e é impossível falar sobre sentimentos sem citar o mais popular, e talvez, o mais forte deles. O amor.
Porque afinal de contas ele nos induz a agir de forma que em outras circunstâncias não agiriamos. Como por exemplo perdoar alguém.
Mesmo que esse alguém não mereça.
Mas afinal, o que é o perdão?
Apenas um dos frutos do amor, talvez assim como a aceitação e a gentileza.
O perdão talvez seja a mais nobre consequência do amor, pois para perdoar é preciso amar.

2 de novembro de 2015

Por que eu escrevo?

Todos que amam escrever, e têm a literatura como sua melhor forma de expressão, em algum momento de suas carreiras literárias se fazem, ainda que de maneira retórica, essa mesma pergunta.

Se uma pessoa perguntar a vários escritores diferentes, ela sem dúvida obterá várias respostas diferentes, afinal todos têm seus próprios motivos para encarar uma folha branca (ou tela) todos os dias. E alguns, ironicamente, continuam escrevendo justamente para encontrar a resposta para essa pergunta.

Eu particularmente não consigo responder a essa pergunta de forma objetiva. Porque no final não faria sentido, imagine alguém perguntando para um garoto de dez anos de idade por que ele gosta de jogar futebol? O que ele diria?
"Porque é divertido", talvez. Mas afinal que diversão há em correr atrás de objeto inanimado e que muitas vezes é feito de panos e fios?
Ou a mesma pergunta poderia ser direcionada para o pai do garoto; Por que você gosta de assistir a jogos de futebol na TV? - O que ele responderia por sua vez? Bom dependendo de quem perguntasse, ele nem responderia. E mesmo que tentasse, eu garanto que ele não encontraria uma resposta objetiva para isso.

É exatamente disso que se trata a paixão por escrever.

Por que dedicar tanto tempo a juntar palavras sem nexo em parágrafos?

Por que ficar horas pensando nas decisões que um personagem tomará para um desfecho em uma história?

Por que se dar ao trabalho de digitar um texto enorme, mesmo que ninguém acabe lendo?

Talvez, porque seja divertido.

1 de novembro de 2015

Primeiro Post - Primeiro Passo.


 Durante semanas fiquei pensando nos prós e contras de se ter um blog. (como este)
As vantagens e desvantagens que essa ferramenta me traria.
E depois de pensar muito. Cheguei á conclusão de que quem pensa muito, acaba não fazendo nada. Então os pensamentos deram lugar às ações.

Independente do que isso acrescente ou não na minha vida, já estou satisfeito por estar fazendo alguma coisa, por menor que seja. E como minha paixão é escrever, acho que vou aprender muito com isso. Vou escrever bastante. Talvez mais que antes.

Textos, contos, romances... Todos de forma direta ou indireta (links), serão postados aqui. E posteriormente divulgados/compartilhados em minhas redes sociais e onde mais eu puder. Porque o importante afinal, é viver pelo que se acredita. E eu acredito na minha arte, e nas mudanças que elas podem causar nas pessoas.

E como eu considero isso uma conquista pessoal, ainda que muito pequena. Agradeço a todos que algum dia já leram algo que eu escrevi. E principalmente à um número bem específico de pessoas que em algum momento já se disseram, minhas fãs.

"Não importa quantos erros você cometa ou quão devagar é seu progresso, você ainda estará à frente daqueles que não estão tentando."

Até a próxima história.